O Zé Ninguém que sustenta o medo de cada um

Associação Livre , 23/07/2017

Toda vez que buscamos ser grande, o Zé Ninguém que mora em nós adverte-nos da nossa estupidez, dos nossos medos, das nossas inseguranças, das nossas incertezas e mediocridade. Retornamos aos nossos bloqueios e nos apegamos ao que não deu certo, para sermos novamente o Zé Ninguém que já nos acostumamos a ser. Assim vivemos com esta dor, porque já é nossa velha conhecida, já nos acostumamos a ela, não conseguimos mais nos identificarmos sem ela. Com a dor é possível viver, sem ela temos que viver o desconhecido e daí vem o pensamento que podemos ter uma dor maior, uma tristeza, maior, uma perda maior. Não arriscamos, porque já sabemos que podemos ser o eterno Zé ninguém, sorrindo não todos os sorrisos que podemos ter, mas somente aqueles que nos permitem ter.

Com a dor é possível viver, sem ela temos que viver o desconhecido e daí vem o pensamento, que podemos ter uma dor maior, uma tristeza, maior, uma perda maior.

É um difícil relato de como nós (Zé ninguéns) existentes por ai, colocamos a responsabilidade de nossa vida nas mãos dos outros, como admiramos e seguimos pessoas sem ao menos nos preocupar com o que isso muitas vezes interfere em nossas vidas. Não sabemos na verdade o real poder que temos, se formos esclarecidos e lutarmos, nos mesmos por nossos direitos e felicidade, pois cabe a nós o nosso próprio destino.

W. Reich – Escute Zé Ninguém