Trauma

Dicionário , 25/03/2015

“Para os seres falantes que somos o traumático não obedece a padrões preestabelecidos. Situações de violência nem sempre são traumáticas, mas o fato banal de não encontrar um olhar, num momento específico, pode ser traumático para alguém (…). Entendem-se assim os momentos de ruptura dos referentes que orientam o que Freud denominou realidade psíquica, impedindo que os mesmos tenham condições de substituição. São esses referentes que estão em causa nas formações do inconsciente e na construção dos sintoma, ou seja, nos elementos da defesa psíquica. As rupturas dessa ordem não vêm somente do que pode ser entendido como realidade material, segundo a expressão freudiana. Elas podem se apresentar em passagens da vida em que são testados os recursos psíquicos que cada sujeito dispõe para refazer seus referentes, substituindo-os. Essas passagens são corriqueiras e acontecem com todos: adolescência, maternidade/paternidade etc. Mas, apesar de corriqueiras, para alguns esses são momentos de rupturas sem substituição.” – citação retirada do livro: Sonhos- Psicanálise passo a passo – autora: Ana Costa